folclore brasileiro

Cartinha para Keca

Ilustração
Adorei a cartinha! E não conhecia folhas aveludadas. Essas aqui se chamam Coleus.

Hoje eu recebi uma carta da tia Fabiana! Quis compartilhar com vocês um pouquinho sobre o que ela disse de folclore e das nossas brincadeiras!

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“Olá, Keca! Hoje resolvi te escrever uma cartinha. Você não conheceu minha avó, mas, quando vi você fazer a brincadeira de adivinha com a florzinha do seu cabelo, lembrei demais dela! 

Minha avó amava ipês! Ipês e flores. Ela tinha tantas plantas lindas. Quando criança, eu brincava de me esconder debaixo das folhagens aveludadas, como quem joga um cobertor e cria um outro mundo num cantinho de casa. Você já fez tenda na sua sala? Eu fazia tendas no quintal, debaixo das plantas. Ninguém me achava.

O que eu mais gostava, não era exatamente das flores. Elas eram lindas, mas, gostava mesmo era do sussurro cantado. Minha vó sempre cantava baixinho algumas cantigas enquanto molhava as plantas. 

Era engraçado porque ela misturava cantigas de roda com parlendas. Era uma mistura bem maluquinha! Eu ouvia uma tal de vaca amarela que botava ovo amarelinho, depois comia feijão com arroz, e mais sete oito, comia biscoito. Eu ria muito, quietinha entre as folhas, das bagunças dela. Misturava todas as parlendas e ainda ria sozinha!

Acho muito legal quando você comenta lá no seu instagram sobre as parlendas. A gente fica achando que folclore é coisa de tradição que não muda, mas olha ele lá na internet!

Você sabia, Keca, que há muito tempo, quem estudava e falava sobre folclore, acreditava que ele deveria ficar ali paradinho, como estátua sem vida? Mas, hoje a gente sabe que não, não é? Folclore tá na vida, tá na cantoria, tá rodando na roda, tá no tutu de feijão!

E é assim, nesse gira gira que o folclore permanece. Faz da tradição uma mudança. É bom demais saber que você está levando a cultura brasileira para seus amigos! 

Espero continuar criando várias memórias afetivas com suas histórias, Keca!

Com carinho, 

tia Fabiana”

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Keca Entrevista – Saci

Saci, o amigo da onça! Uma entrevista

Keca: Eu não tenho nem roupa para receber o convidado da minha primeira entrevista! Mas tia @kellyabreuilustra fez uma mágica e, plim, estou de bruxinha. Agora sim! Bem-vindos ao primeiro Keca Entrevista! E meu primeiro convidado é uma excelente representação do que é ser brasileiro. Uma lenda indígena que ganha forma e corpo através da herança cultural europeia e africana (Obrigada tia @cami_causos por me ajudar com essas palavras complicadas😅). Sem mais enrolação, eu falo é do Saci!!!

Saci, seja bem-vindo. Espero que você não se importe por eu estar vestida de bruxinha, mas sabe como é, né? Outubro também é o mês do Halloween. 😬

Saci: Olá, Keca, oi, pessoal. Então, eu não me importo, não. Aliás, eu nasci há tanto tempo, mas tanto tempo, que nem calendário tinha ainda, eu nunca tive uma data de aniversário assim como meus amigos e colegas de folclore também não.  Aí um dia, uns homens brancos aí ficaram de implicância com o Dia das Bruxas e resolveram fazer uma lei para eu ter um dia meu, e escolheram logo o dia das bruxas. Quero aproveitar o espaço para deixar claro para minhas colegas bruxas, elas que vem aí de histórias de outros países mundo afora, que eu não tenho nada a ver com isso. Eu gosto das bruxas, elas são divertidas! Continue lendo “Keca Entrevista – Saci”