folclore brasileiro

Cartinha para Keca

Ilustração
Adorei a cartinha! E não conhecia folhas aveludadas. Essas aqui se chamam Coleus.

Hoje eu recebi uma carta da tia Fabiana! Quis compartilhar com vocês um pouquinho sobre o que ela disse de folclore e das nossas brincadeiras!

***

“Olá, Keca! Hoje resolvi te escrever uma cartinha. Você não conheceu minha avó, mas, quando vi você fazer a brincadeira de adivinha com a florzinha do seu cabelo, lembrei demais dela! 

Minha avó amava ipês! Ipês e flores. Ela tinha tantas plantas lindas. Quando criança, eu brincava de me esconder debaixo das folhagens aveludadas, como quem joga um cobertor e cria um outro mundo num cantinho de casa. Você já fez tenda na sua sala? Eu fazia tendas no quintal, debaixo das plantas. Ninguém me achava.

O que eu mais gostava, não era exatamente das flores. Elas eram lindas, mas, gostava mesmo era do sussurro cantado. Minha vó sempre cantava baixinho algumas cantigas enquanto molhava as plantas. 

Era engraçado porque ela misturava cantigas de roda com parlendas. Era uma mistura bem maluquinha! Eu ouvia uma tal de vaca amarela que botava ovo amarelinho, depois comia feijão com arroz, e mais sete oito, comia biscoito. Eu ria muito, quietinha entre as folhas, das bagunças dela. Misturava todas as parlendas e ainda ria sozinha!

Acho muito legal quando você comenta lá no seu instagram sobre as parlendas. A gente fica achando que folclore é coisa de tradição que não muda, mas olha ele lá na internet!

Você sabia, Keca, que há muito tempo, quem estudava e falava sobre folclore, acreditava que ele deveria ficar ali paradinho, como estátua sem vida? Mas, hoje a gente sabe que não, não é? Folclore tá na vida, tá na cantoria, tá rodando na roda, tá no tutu de feijão!

E é assim, nesse gira gira que o folclore permanece. Faz da tradição uma mudança. É bom demais saber que você está levando a cultura brasileira para seus amigos! 

Espero continuar criando várias memórias afetivas com suas histórias, Keca!

Com carinho, 

tia Fabiana”

Um comentário em “Cartinha para Keca”

  1. A cultura oral é ouro, sempre a ganhar novas formas e misturas.

    Queria dar recadinho:)
    Leio pelo celular e a visualização fica um bocado dificil quando o texto acompanha a imagem. Sempre que escrever, confira a forma que ganha na versão móvel (dos celulares).

    Curtir

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